Rosalvo Júnior
MENU
Inicial
O Autor
ROMANCES
Escravos do Destino
Lasca Fogo
O Chibungo
Bonita
CONTOS
O Jardim das Borboletas
CONTATOS
Pedidos
Fale conosco
 
F A L E
C O N O S C O
 
WEBMASTER
Escravos do Destino
www.rosalvojunior.kit.net || rosalvo-junior@uol.com.br
 
Escravos do Destino Era um dia ameno. As flores ondulavam-se no ar, ao receberem algumas rajadas de um vento frio que passava como bem entendia. Só as orquídeas não se balançavam, com o ímpeto das demais. Permaneciam quietas, como que disfarçando o tombo que levavam. Os arvoredos maiores, mais adultos, limitavam-se a sacudir as fraldas que possuíam. Tinham uma cor glauca. Não aparentavam um aspecto pálido, nem tampouco espelhavam uma aparência mórbida. O clima os conservava bem nutridos, dosando-lhes dos elementos de que necessitavam. Algumas plantas menores, mormente as que possuíam cores roxas, dificilmente se preocupavam com a variedade do ar. De quando em quando, despejava éolos, sem que sequer anunciar com antecedência. As rosas, embaladas por uma cor esbelta, ajudavam sobremaneira a complementação da formação graciosa de que era possuído o jardim. Os cravos que nos lembram a amara situação de Cristo, despontavam como o sol, a anunciar os bons frutos da natureza. O jasmim, ao contato com o vento, serpenteava em ziguezagues soltos, dançando ao ritmo com que satirizava a natureza. Ali os lírios não reinavam. Parecia até que houvera esquecido os homens de pô-los entre os irmãos da vida, para contemplar o quadro. Mesmo assim era uma beleza estonteante. Aos poucos tudo se acalmara. O vento, outrora forte e ríspido, em desfechos compassados, acalmava-se e parecia repousar nas catacumbas exteriores do universo. Não obedecia a mesma cadência anterior e se ulteriorizava com uma sofreguidão horripilante. Mudara todo o aspecto. As rosas e suas companheiras, agora estavam como que congeladas. Só de minuto a minuto pousava no seio de uma flor, um colibri assanhado que vinha a procura de algo dócil. Encontrava. Quando saía, nem sequer agradecia e imaginando ser dono do mundo, partia, sem ao menos, embalar aquelas belezas naturais que se espraiavam aos quatro cantos, variegando a forma da vida. Alguns pedestres se aproximavam, calmos, serenos, e, postos junto aos bancos, experimentavam observar com mais detalhes, as fórmulas de que eram feitos tais produtos.
 
Compre Solicite Informações
Copyright © 2003 Rosalvo Júnior · Melhor visualizado em 800X600