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O Chibungo
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Subi a ladeira sem olhar para trás. Ao chegar ao passeio da casa do meu pai,
sentei-me ao lado do Chibungo. Demorei-me pouco.
Ele ficou me observando, com cara de quem queria fazer qualquer gozação. Ergui-me,
fiz meia volta e penetrei em casa. Ao chegar à sala, notei em cima do sofá, um
retrato de mulher nua, toda certinha, com um gozo nos olhos que não tinha mais
tamanho. Tomei dele e o levantei para a claridade do sol que raiava a todo
vapor. Sentei-me novamente. Arregalei o olho com frenesi e comecei a alisar
aquilo que eu pensava ser o corpo da mulher nua, com os seios que pareciam
bunda de coco bem cortado, durinhos, com a pontinha ameaçando furar o soutien.
Eu o sentia com uma vontade louca, palpitante, ameaçadora. Tal foi o meu
entusiasmo pelo retrato da mulher nua que ao abaixar-me, notei a minha tripa
durinha, ameaçando furar o calção. Levantei-me e fiquei observando aquela
malandra espigada, com a cara para cima, em direção ao retrato. Depois dei uma
gargalhada violenta, sozinho, guardando o retrato o mais rápido que pude. Minha
cabecinha de repolho tinha que murchar de novo.
Ao me voltar, parei de imediato com a gargalhada. O moleque branco estava me
encarando com uma expressão horrível, como se estivesse me repreendendo. Fechei
a cara e perguntei para ele o que queria. Não me respondeu. Ficou impassivo por
alguns segundos. Depois recostou-se junto a mim. Voltei a perguntar-lhe o que
queria mas ele se limitava a ficar indicando, com a cabeça, para o local onde
eu havia posto o retrato. Parti para ele com vontade de dar-lhe um tapa na
cara, com ar de quem iria gritar que eu faria com que lhe castrassem,
amassassem os sacos. Parei antes de chegar ao local onde ele estava. Achei,
após pensar um pouco, que ele teria também o livre direito de ver uma mulher
nua com toda a sua pompa e recatos.
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